• Eliana N Barboza

Feminicídio. Defeito de uma sociedade?

O ano de 2019 começou com mais de 100 casos de Feminicídio em todo o País.

Perguntamos-nos o porquê dessa onda de crimes contra a mulher? Os homens estão enlouquecendo? As leis são fracas?

São muitas perguntas e poucas respostas, mas o que com certeza sabemos é que isso tem que parar!

A lei do Feminicídio qualifica o assassinato quando a mulher é morta por questões de gênero, com pena que vai de 12 a 30 anos de reclusão, podendo ser elevada em até 50% caso o crime ocorra na presença de filhos, pais ou avós da vítima, na gestação ou nos três meses pós-parto e ainda contra menor de 14 anos, maior de 60 anos ou com deficiência.

Em 09 de março de 2019, a lei completará 4 anos e é pelo seu cumprimento que a sociedade deve lutar.

Muito me preocupa ao ouvir: “a lei não é cumprida”, “esse vagabundo deve morrer”, “direitos humanos só protege o bandido”.

Adianta um sistema prisional funcionar se a causa da criminalidade não for banida? A Medicina nos mostra ser eficiente praticar a cura das causas do que somente curar sintomas. O sintoma está aí, homens matando mulheres.

È necessário tratar a raiz do problema, já que a base da família está prejudicada, de impor limites aos filhos, de formar grupos familiares saudáveis, pois é assim que os sintomas são tratados. Crianças que vivem em um ambiente hostil em casa aprendem que isso é normal, reproduzindo isso na escola e o ciclo da violência começa. Quebrar essa cadeia, cuidando da família, zelando pelos bons hábitos deve ser o começo.

A lei é feita para vivermos em sociedade e descumpri-la deve produzir sanções. A sociedade não pode cobrir os olhos e esperar apenas que o poder público faça o seu papel. Devemos ser os agentes dessa mudança.




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